quarta-feira, 8 de maio de 2013

Narradores de Javé - Filme



        O premiado filme relata a história de um povoado chamado Vila de Javé que corre o risco de ser extinto devido à construção de uma represa no local. Como solução para que o Vale de Javé não desapareça sob as águas, os moradores decidem escrever a história do povoado, criando assim um documento “científico” para que a cidade venha a se tornar um “patrimônio histórico” a ser preservado. Para esta missão – a de escrever a história de Javé – eles convocam Antônio Biá, um morador um tanto malandro que trabalhava no correio da cidade e já havia inventado histórias acerca dos moradores que o levaram a ser expulso do povoado. Antônio Biá agora se vê obrigado a registrar num livro as contraditórias narrativas dos moradores de como o Vale de Javé surgiu.

        O filme propõe várias discussões e reflexões. Entre elas, pode-se citar: a questão do progresso em detrimento de uma cultura e da memória de um povo; o fato da população de Javé ser quase que na totalidade formada por analfabetos, o que os deixa à mercê dos mais instruídos para decidirem seus destinos; o dialogismo com o texto bíblico e as narrativas do povo hebreu; e, especialmente, a abordagem dos temas oralidade e escrita como variedades lingüísticas características de um povo e de como a memória de um povo passada de geração em geração através da oralidade pode ser registrada na escrita.
        O personagem principal Antônio Biá se vê diante de uma missão difícil, pois cada personagem tem o seu relato pessoal, a sua versão dos fatos de como se deu o surgimento do povoado. Outro problema que ele encontra é nos detalhes de como a história é contada, pois ele gosta de “florear” os fatos, de aumentar alguns pontos para que a história se torne mais interessante. Como o personagem diz em um dado momento “Uma coisa é o fato acontecido, outra coisa é o fato escrito. O acontecido tem que ser melhorado no escrito (...) para que o povo creia no acontecido.” Isso retoma a discussão do quanto os dados que temos como históricos são verídicos ou não. O quanto de informações históricas foram realmente fatos, ou apenas memórias de um povo passadas oralmente através de narrativas fantásticas? Aqui temos a questão da influência, da interpretação do escritor no ato de narrar a história, como no caso de Biá que gostava de “enriquecer” os detalhes.
        O fato é que Antônio Biá chega à conclusão que não será possível salvar o povoado da chegada do progresso. Escrever sobre o passado daquele povo, não os livrariam do futuro. O filme coloca de modo sublime a importância da oralidade na tradição de um povo, quando Biá diz em sua carta de despedida: “Quanto às histórias, acho melhor ficar na boca do povo, porque no papel, não há mão que lhe dê razão.”
         O filme merece ser visto tanto pela reflexão que propõe acerca do papel da cultura e tradição de um povo, como pelas belas cenas de humor que os curiosos personagens nos proporcionam.

(Resenha entregue para obtenção de nota da disciplina de "Prática em oralidade e escrita", ministrada pela profa. ms. Klébia Seliane de Sousa na Universidade Potiguar - 3° período. 2011)

Referência:
NARRADORES de Javé. Direção de Eliane Caffé e produção de Vânia Catani. Rio de Janeiro: Riofilme, 2003. 01 DVD (100 min). Son., color., leg., Português.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Meu assim...


Meu assim...

Este a quem chamo meu...
uma doce ilusão talvez...
Meu anjo lindo e perfeito,
és meu céu, meu deleite. 

És meu sonho mais impossível,
meu desejo inacessível,
meu deus em quem não quero crer,
meu amor que não posso ter!

És a paixão que me consome.
És a razão que de mim some.
És meu tudo e meu nada.
És a vida que me mata!

És meu isso, meu aquilo outro...
e neste delírio louco,
sei que somente és meu assim:
porque estás aqui, dentro de mim!

O não vivido



O não vivido

O beijo que não demos
O olhar que não trocamos
A voz que não ouvimos

   O passeio que não fizemos
   A música que não dançamos
   O filme de amor que não vimos

        O sexo que não tivemos
      O sabor que não provamos
      O calor que não sentimos

            Tudo o que não vivemos
            mas tão somente desejamos
            ... foi assim que nos iludimos!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Pensamentos... quando ouso "facebookiá-los"


  • Eu acho que tem algo de MUITO errado em querer ser sempre MUITO certo! 
  • Somos irmãos demais nesse negócio de passar por problemas... talvez seja neste quesito que a humanidade mais se irmane, né não? e talvez seja por isso que Jesus diz para cada um amar ao seu próximo como a si mesmo, e cuidar, e andar junto...
  • Esse negócio de vida boa, tudo belezinha, tudo certinho... acho que não nasci pra isso! Eu sou toda "errada" mesmo, então, minha vida está exatamente como eu!
  • Se "a vida é dura para quem é mole", então, neste momento, estou chamando a vida pra porrada! FIGHT TOTAL!
  • Às vezes, é preciso aparecer alguém no seu caminho que esteja precisando da sua ajuda, que você o levante e o faça caminhar, para, só assim, você não desistir da sua própria caminhada. Nada melhor do que se compadecer dos problemas do outro e tentar ajudar... isso faz você esquecer os seus próprios problemas (por algum tempo), e, tendo Deus misericórdia, quem sabe quando você se lembrar deles de novo, eles não estarão mais lá? ... e se estiverem, ok, encontrarão alguém mais forte para enfrentar! 
  • ...e como diria Foucault: "então, por que não fazer da sua vida uma obra de arte?"
  • Simplesmente eu! ...ao sabor do vento, ao dissabor da dor...
  • Espero findar numa bela obra de arte - precisamente um belo mosaico, dos cacos que fiquei.
  • Até as pedras clamam pelo AMOR.
  • Jesus disse para a gente ser simples como as pombas e astutos como as serpentes. O problema é que eu sou pomba lesa o tempo todo!



segunda-feira, 4 de março de 2013


Amor perdido
no tempo, no espaço... nos sonhos
uma só angústia me faz
hoje viver
... sovreviver!
a dor da saudade sentida
chega a ser 
prazer
de saber
que amei
amei tanto assim
você

sábado, 15 de setembro de 2012

Pseudônimo de dor


A dor de sofrer em silêncio 
um amor que quer gritar


O grito de um coração
que deseja chorar


O choro da saudade
que almeja sumir


O sumiço de uma dor

que insiste em ser amor

Média

Meia lua 

Meia rua

Meia noite

Meia taça 

Taça e meia 
Meio cheia 
Cheia e meia

Meia vida 

Meio vida

Meio diva 

Meio nua

Em 31 de agosto de 2012