segunda-feira, 25 de março de 2013

Pensamentos... quando ouso "facebookiá-los"


  • Eu acho que tem algo de MUITO errado em querer ser sempre MUITO certo! 
  • Somos irmãos demais nesse negócio de passar por problemas... talvez seja neste quesito que a humanidade mais se irmane, né não? e talvez seja por isso que Jesus diz para cada um amar ao seu próximo como a si mesmo, e cuidar, e andar junto...
  • Esse negócio de vida boa, tudo belezinha, tudo certinho... acho que não nasci pra isso! Eu sou toda "errada" mesmo, então, minha vida está exatamente como eu!
  • Se "a vida é dura para quem é mole", então, neste momento, estou chamando a vida pra porrada! FIGHT TOTAL!
  • Às vezes, é preciso aparecer alguém no seu caminho que esteja precisando da sua ajuda, que você o levante e o faça caminhar, para, só assim, você não desistir da sua própria caminhada. Nada melhor do que se compadecer dos problemas do outro e tentar ajudar... isso faz você esquecer os seus próprios problemas (por algum tempo), e, tendo Deus misericórdia, quem sabe quando você se lembrar deles de novo, eles não estarão mais lá? ... e se estiverem, ok, encontrarão alguém mais forte para enfrentar! 
  • ...e como diria Foucault: "então, por que não fazer da sua vida uma obra de arte?"
  • Simplesmente eu! ...ao sabor do vento, ao dissabor da dor...
  • Espero findar numa bela obra de arte - precisamente um belo mosaico, dos cacos que fiquei.
  • Até as pedras clamam pelo AMOR.
  • Jesus disse para a gente ser simples como as pombas e astutos como as serpentes. O problema é que eu sou pomba lesa o tempo todo!



segunda-feira, 4 de março de 2013


Amor perdido
no tempo, no espaço... nos sonhos
uma só angústia me faz
hoje viver
... sovreviver!
a dor da saudade sentida
chega a ser 
prazer
de saber
que amei
amei tanto assim
você

sábado, 15 de setembro de 2012

Pseudônimo de dor


A dor de sofrer em silêncio 
um amor que quer gritar


O grito de um coração
que deseja chorar


O choro da saudade
que almeja sumir


O sumiço de uma dor

que insiste em ser amor

Média

Meia lua 

Meia rua

Meia noite

Meia taça 

Taça e meia 
Meio cheia 
Cheia e meia

Meia vida 

Meio vida

Meio diva 

Meio nua

Em 31 de agosto de 2012

domingo, 19 de junho de 2011

É tudo mentira

À minha querida professora Conceição Flores,

Um textinho meu, cheio de alegria pelas boas surpresas que nos são proporcionadas por momentos como o de sexta-feira...


...antes de mais nada, preciso avisar: é tudo mentira!
Agora sim, posso começar o meu relato.

Vinha eu carregando o livro na mão toda orgulhosa da minha façanha. Tinha ganhado o livro do Carlos Fialho. Ele mesmo, em pessoa, ao vivo e a cores, me deu o presente - e ainda autografado, que maravilha!

Pois bem... assim vinha eu - alegre feito pinto na merda, como se diz - a caminho da parada do ônibus, na Roberto Freire, para voltar para casa (na zona norte) depois de um dia longo de trabalho. Eu realmente estava cansada. Poucas horas antes tentei contar o meu trajeto do dia (quase uma odisséia) para uma amiga e ela ficou cansada só de ouvir, nem me deixou terminar. Então poupá-lo-ei de contar a minha jornada neste dia. O fato é: nem me lembrava do cansaço de tão alegre-feliz-e-contente que estava com o MEU livro que acabara de ganhar!

Vamos lá - terceira vez... vinha eu caminhando até o ponto de ônibus... passei por uns colegas que participaram junto comigo da palestra do citado escritor e encostei-me no abrigo da parada para aguardar o ônibus. Isso com o livro na mão... Resolvi dar uma olhadinha na orelha do livro. PRA QUÊ?!? Começei a rir. Era impossível não rir. Era uma cena um tanto incomum, uma pessoa lendo um livro enquanto esperava o ônibus, e ainda rindo como se estivesse assistido o Monty Phyton. Mas tudo bem, quem liga se as pessoas estão olhando? Eu não ligo. Li a orelha todinha. Não me contive. Voltei um pouquinho para procurar os meus colegas que estavam próximos, os que eu tinha passado por eles. O Carlos Fialho sabia o que estava dizendo. Agora eu queria compartilhar aquilo; se eu me diverti, eu queria que as pessoas também se divertissem. "Olha isso aqui gente. Estou morrendo de rir... Lê aqui essa orelha." De repente meu colega estava a dar risadas também. Não é só o amor que é contagiante, o bom humor também. Então rimos nós três juntos. Eles gostaram muito, mas que peninha... o livro era MEU!!! Maldade Carlos... ainda bem que todo mundo é testemunha que você prometeu um exemplar do Verão-Veraneio para todos que estavam presentes, TODOS viu?!

Continuando... Depois desse momento de compartilhar um tiquinho do livro, peguei o ônibus. Que coincidência, duas colegas que trabalham comigo estavam vindo da labuta e me perguntaram de onde eu estava vindo. PRA QUÊ?!? Exultantemente fui eu contar da minha fantástica peripécia: participei de uma palestra com o CARLOS FIALHO (nem elas, nem eu há duas horas atrás sabia quem era tão distinta criatura) e o recheio do bolo: ganhei um livro. Ganhei um livro nããão; ganhei O LIVRO. O livro que eu quiz comprar assim que vi o Carlos falando dele. E começei a falar rápida e empolgadamente do livro, tal que as minhas colegas já ficaram curiosas. Pegaram o livro, deram uma olhadela e eu já fui 'obrigada' a emprestar assim que acabar de ler. Enfim, tive que descer do ônibus às pressas para pegar outro para a minha querida zona norte - mais precisamente para o conjunto Parque dos Coqueiros. Alguém aí sabe onde fica isso?

Enquanto esperava o segundo ônibus, entrei de capa a dentro e começei a degustar as palavras... Estava apetitoso! Mas, chegou o ônibus. Entro e... não tem cadeira vaga. Tive que ir em pé. Depois começou a encher. Mas quem liga? Nada me impediria de continuar lendo. Vai em pé mesmo! Um moço gentilmente me pediu a bolsa (que estava bem pesada!). Um cavalheiro teria me oferecido o lugar para sentar... não foi o caso. Quem mandou eu estar com uma cara 'alegre-feliz-e-contente'? Eu poderia estar demonstrando todo o meu cansaço do longo dia de trabalho e correria. Mas não... culpa do livro! E lá vinha eu: em pé, dentro de um ônibus lotado, agarrada com um livro, e o pior, sim, tem algo pior: rindo descaradamente. Que abuso! Que direito tenho eu de rir à toa em um ônibus lotado, num calor da moléstia, e ainda em pé depois de um dia de trabalho árduo? E o percurso era do Natal Shopping à zona norte, hein! É muita petulância de alma! Mas não satisfeita com este disparate, ainda cheguei em casa e depois de comer e beber, tinha que escrever essas linhas ao autor do livro. Por que ele tem que saber disso? Por que ele se interessaria por uma narração desta? Por quê? Pra quê? Não sei... "só sei que foi assim!"

Ah, quase ia esquecendo... é tudo verdade; exceto que a mentira está apenas na minha primeira afirmação.
É mentira que era tudo mentira.

(Escrito em 09 de novembro de 2010)

Cileide Cabral
Aluna de Letras da UnP

Grata pela Graça

Aos meus amados amigos-amigas e irmãos-irmãs de caminhada,

Todos já devem estar cientes do nosso primeiro aniversário (agora já são 3 anos!). Parece que foi ontem. Mesmo!
Ainda posso sentir o clima daquela tarde no Parque das Dunas...

Para mim e em mim, um novo tempo se fez.
"Tempo de voltar ao início de tudo. Tempo de rever meus conceitos e valores. Tempo de reconstruir."
Parafraseando a canção que alegra meu coração.
Tempo de se buscar a Deus no cotidiano da vida.
Tempo de sorrir, de chorar, de aprender, de ensinar.
Tempo de viver a liberdade com que Cristo nos libertou e poder dizer: verdadeiramente somos livres.
Tempo de consciência, de maturidade na fé.
Tempo de olhar e enxergar o outro; de olhar e enxergar a si mesmo.
Tempo de Paz e da pacificação que em mim se faz.
Tempo de viver a Graça, de descobrir a graça que a Graça tem.
Tempo de amar, de gostar também e de querer bem.
Tempo de encontrar amigos, descobrir irmãos e se dar as mãos.
Tempo de ser; e ser exatamente quem se é.
Tempo de assumir-se perdoado, e dar de graça o perdão que de graça recebeu.
E dar amor de graça, o mesmo amor, que de graça recebeu.
E dar tudo mais de graça, da mesma graça que recebeu...
Esse é um tempo de revolução; de uma doce revolução.
Que pode revolucionar o mundo,
mas tem que começar no coração...


"Senhor Jesus, te sou grata pelas maravilhosas surpresas desse nosso tempo. Te sou grata por todos que tem sido acrescentados à minha vida neste último ano. Te sou grata pela vida e ministério do Pastor Caio Fábio, um homem que tem sido segundo o Teu coração, e tem nos falado tanto de Ti, de uma forma tão bela e profunda, que só tem aumentado o meu desejo de te conhecer e te amar cada dia mais. Te sou grata pela vida; pela família; pelos amigos e irmãos. Presentes que eu não merecia, mas agradou ao Senhor assim me abençoar."
Amém

Cileide

sábado, 13 de fevereiro de 2010

To be or no to be?

De ambiguidades, de polaridades, de obscuridades estamos cheios. Ou seria, estamos/somos esvaziados? Pois a cada dia mais, creio que as coisas que são, são aquelas que trazem bem e vida para a vida-existência do ser humano. As coisas que destroem, anulam, esvaziam são justamente as que não são. E como nós teimamos em não ser, ao invés de ser. É... Ser ou não ser? Eis a questão!

Difícil de entender? Vejamos, o que é e o que não é: a luz é o que é, a escuridão é o que não é. A escuridão em si mesma é nada. A luz é. Onde a luz chega, as trevas se dissipam. É assim que é. Crê-se que assim também é com o bem e o mal. O bem é o que é. O mal, é a ausência do bem. Se há bem presente, porque o mal sobreviveria? Bem, aqui tenho minhas dúvidas, pois Deus criou a ambos. Mas isso é tema pra outra ocasião...

Creio que Jesus nos chama à consistência de tudo que é, e essas coisas são justamente o que tem a ver com vida, com graça, com luz, com amor. Mas, não, nós não queremos. Desprezamos a árvore da Vida que é Vida, e queremos descobrir os 'mistérios' do desconhecido, das obscuridades, só pra ficar sabendo e conhecendo o que não é, e o que não somos ou deixamos de ser. Desde o Éden, nós firmamos nosso olhar e desejos naquilo que não é, ou seja, no que nos traz morte. A Árvore da Vida significava SER, a do Conhecimento do Bem e do mal, NÃO SER.

Escolhemos não ser. É, somos suicidas mesmo! Assim, fomos imersos na escuridão e ficamos à mercê de todas as mazelas que dela decorrem. E é nesse 'tatear' em meio à escuridão, que nos preocupamos com tropeços em pedras, com prováveis quedas, com possíveis buracos que venham a nos tragar. Trocando em miúdos, nos preocupamos com o que é certo ou errado, com a lei e o pecado, com o que nos mata ou poderia nos matar! O medo é nosso guia. A vergonha é nossa companheira de viagem. A morte é a nossa pseudo-certeza.

Mas há um Evangelho a ser pregado, há uma Graça a ser conhecida, há a Boa Notícia a ser anunciada: A morte foi tragada. Ela foi engolida pela Vida. A morte torna-se uma preocupaçãozinha tola para quem tem a Vida habitando dentro de si. A Vida tomou a todos e os resgatou de volta ao seu Criador! A Luz veio ao mundo, iluminar a todo o que crer, e mostrar que o Caminho é apenas o Caminho para se chegar lá, e não pode ele, o Caminho, nos levar a outro fim, que não seja o Pai. O lugar de onde nos estraviamos, de onde e de quem nos destituímos. A todos quantos receberam esta luz, já não tem como caminhar em trevas, elas simplesmente se dissiparam. Agora, é a fé quem nos guia. A pacificação vai sendo a companheira da viagem. E a Vida Eterna é nossa certeza tanto quanto o chão em que se pisa.

Assim, o que quer que seja em mim, que expresse sombras, obscuridades, coisas que não são, precisam ser trazidas para a Luz, para que se manifeste o que é. E o que é, será sempre bom, ou ao menos, sendo mau será bom o bastante para que se realize o bem em mim. Isso é andar na Luz. Isso é andar no Caminho-Luz-Jesus.

Eu, Nele, que é o EU SOU O QUE SOU e a Luz do mundo.

Cileide